|
ESMOLA Projeto da LDO entregue nessa semana pelo governo prevê para 2011 pouco mais de R$ 2 milhões. Mesmo com a cifra pequena, a expectativa é se o governo cumprirá com o plano de metas da Lei. A expectativa para grandes investimentos do governo em Garibaldi no próximo ano acabou ofuscada no início da semana, após a Câmara de Vereadores receber, oficialmente, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2011. O documento foi entregue pelo prefeito Cirano Cisilotto, como é de costume, e será analisado pelas Comissões da Câmara antes de ser levado à votação, ainda sem data definida. O prazo máximo, na verdade, para ser votado, é dia 31 de dezembro.
A previsão de investimentos inicialmente é tímida, pouco mais de R$ 2 milhões, metade do valor através de convênios com o governo federal. O documento é extenso. Traz uma série de anexos que designam metas a serem cumpridas pelo governo no próximo ano. A LDO é, em outras palavras, o instrumento de planejamento dos governos municipais e antecipa onde serão investidos recursos nas áreas de competência do poder público e precisa do aval da Câmara. Para chegar a essas áreas, o governo organizou reuniões (foram 18 ao todo, segundo a administração), através do Orçamento Partici-pativo, para saber das necessidades dos bairros e comunidades interiora-nas. O valor para os investimentos, no entanto, é definido pelo governo, que faz a divisão para as obras. Para o presidente da Câmara de Vereadores de Garibaldi, Giovani Mattiello (DEM), a maior preocupação está relacionada ao cumprimento das metas, algo que não ocorreu em 2008 e 2009. “Nesse ano, claro, ainda não terminou, mas se fôssemos analisar, acho que também ficaria devendo”, entende.
Mattiello chegou a sugerir, da tribuna, em um dos discursos que fez sobre a Lei, para que o governo ‘rasgue’ a LDO, já que não colocou em prática o que prometeu. “O que nos preocupa é essa capacidade cada vez menor de investimentos em Garibaldi. Por outro lado vemos uma folha maior na administração, com diversas assessorias e consultorias contratadas, além dos gastos com alugueis”, lembra Mattiello. Ele disse ainda que o governo não respeita a própria lei ao não realizar as obras escolhidas pela população através do Orçamento Participativo.
|